Setembro Amarelo
Mais do que nunca, tornou-se “bonito” exibir consciência social. As oportunidades são muitas: do combate ao preconceito às questões de classe social, da política e economia global ao feminismo. Temos o Agosto Azul, o Dia da Consciência Negra, o Dia Internacional da Mulher, o Outubro Rosa, e, claro, o Setembro Amarelo.
De repente, todos se tornam especialistas nesses temas, expressando opiniões ou exibindo conhecimento, muitas vezes em busca de aceitação social. Mas a grande pergunta é:
– Você realmente possui vivência ou conhecimento para abordar esses temas e levantar essas bandeiras?
Por outro lado, há quem prefira derrubar essas bandeiras, acusando as datas de serem recheadas de hipocrisia. Para essas pessoas, cabe a mesma pergunta:
– Você realmente possui vivência ou conhecimento para fazer essa crítica?
Insignificar uma data é o mesmo que insignificar o problema que ela representa. Essas datas são apenas lembretes de que determinados assuntos existem e precisam de atenção. Para quem vive essas situações, muitas vezes essas datas são oportunidades de pedir socorro.
O Setembro Amarelo, dedicado à prevenção do suicídio, é um exemplo claro. É um convite a todos para refletir sobre a importância de ajudar o próximo, observar além das aparências e adquirir conhecimento sobre doenças invisíveis, mas devastadoras.
O suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens de 15 a 24 anos no mundo. Isso significa que muitos que deveriam estar desbravando a vida escolhem encerrar sua dor dessa forma, o que aponta que estamos ignorando questões fundamentais.
No Brasil, estamos entre os 10 países com maior número de suicídios, e os índices aumentaram mais de 8% nos últimos anos. Enquanto isso, o restante do mundo conseguiu reduzir as taxas em aproximadamente 9%. O que estamos fazendo de errado?
É essencial aproveitar o Setembro Amarelo para falar sobre isso. E mais: nos esforçarmos para manter essa consciência ativa ao longo de todos os meses do ano.
Quando falamos em Setembro Amarelo, estamos lidando com muito mais do que o suicídio em si. O mês traz à tona a necessidade de combater fatores motivadores, como:
- Depressão e outras doenças relacionadas, como a ansiedade;
- Uso abusivo de álcool, medicamentos ou outras drogas;
- Bullying e outras formas de violência psicológica;
- Violência sexual;
- Violência doméstica.
Portanto, este é um mês para levantar bandeiras contra todas essas questões. Não basta compartilhar uma hashtag como #setembroamarelo, se colocar à disposição para ouvir o próximo ou se abster de julgamentos. É preciso ir além: observar, agir e ajudar.
Se conhece alguém que sofre bullying, não minimize o sofrimento da pessoa. Ajude. Denuncie.
Se conhece alguma vítima de violência, fique atento aos sinais e não se omita. Denuncie, e permita que a situação seja investigada.
Lembre-se: muitas vítimas sentem vergonha, medo ou ridículo ao expor suas situações, o que agrava o isolamento e o sofrimento. A sua atenção pode fazer toda a diferença.
Estar atento aos sinais é essencial. Apenas assim, quem deseja ajudar poderá realmente fazer a diferença.
Vamos conversar mais sobre isso?
No meu Instagram, compartilho informações sobre depressão, ansiedade, síndrome do pânico e outras doenças relacionadas, abordando tanto os sinais quanto dicas de como procurar ajuda.
Se precisar de mais informações sobre fatores motivadores do suicídio ou como enfrentá-los, entre em contato. Posso indicar excelentes profissionais que poderão esclarecer suas dúvidas e oferecer suporte.
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